Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e mestre em comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é formado em fotografia pelo Senac/SC e possui especialiazação em Cinematografia, na Universidade Central da Venezuela (UCV). Foi repórter especial do Brasil de Fato e correspondente do jornal na região africana do Sahel, entre 2024 e 2025. 

Como destaque da produção audiovisual, dirigiu o filme Sahel: Pátria ou Morte (29', 2025), e os curtas Terra Vista (19', 2023) e Meeiros (20', 2024) para o Brasil de Fato, além de Cacau Amado (15', 2016) para o Canal Futura (Rede Globo). 

Tem publicações e fotos em veículos como Brasil de Fato, Outras Palavras, ICL Notícias, The Intercept Brasil, Instituto Socioambiental, Opera Mundi, Diário do Centro do Mundo, Rede Brasil Atual, Agência Pública, Alma Preta, Revista Fórum, Mídia Ninja e O Joio e o Trigo.

Documentários

Sahel: Pátria ou Morte (2025)

Há décadas, os países da região africana do Sahel são alvos do colonialismo e exploração por parte da França e outras potências Ocidentais. Sahel: Pátria ou Morte aborda a resistência popular e os novos caminhos de desenvolvimento trilhados por Burkina Faso, Níger e Mali após passarem por levantes civis e militares nos últimos anos.


Meeiros (2025)

Na região sul da Bahia, a crise da cacauicultura não modificou o domínio de multinacionais sobre a cadeia produtiva. O documentário Meeiros mostra as precárias condições de vida das famílias rurais que produzem o cacau para a comercialização como commodity agrícola. A palavra que marca a zona cacaueira baiana é “abandono”. Na zona rural de Ilhéus e Uruçuca, os trabalhadores do cacau permanecem esquecidos, agora escondidos sob um teto remendado das antigas fazendas dos coronéis.

Terra Vista (2024)

O documentário Terra Vista, produzido pelo Brasil de Fato em parceria com o Orfalea Center, da Universidade da Califórnia, Santa Barbara (UCS), retrata uma comunidade assentada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em 1992, na vanguarda de um processo histórico de resistência e mudança do sistema hegemônico de produção de cacau no sul da Bahia, tipicamente marcado por uma oligarquia branca, desigualdades de poder e condições de trabalho degradantes.

O Próximo Passo: 30 anos da eleição de Mandela (2024)

Em 2024, a África do Sul celebra 30 anos da eleição de Mandela. 27 de abril de 1994 foi a data das primeiras eleições democráticas no país.
Três décadas após o emblemático resultado, a população negra luta para preservar a memória dessa conquista e enfrentar as forças neoliberais que mantêm a estrutura social do regime de Apartheid intacta e o país como campeão mundial de desigualdade.

Terceiro Ato (2023)

O documentário Terceiro Ato, produzido pelo Brasil de Fato, retrata os acontecimentos que marcaram o emblemático mês de janeiro de 2023, desde a posse histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até os atos golpistas protagonizados por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) — que destruíram as sedes dos Três Poderes.

Mariana

Cobertura do rompimento da Barragem do Fundão, de propriedade das mineradoras Vale/BHP Billiton e as consequências para a vida em todo o Vale do Rio Doce

Bairro Volta da Capela, Bento Rodrigues. Novembro de 2020.

Escola Básica de Paracatu de Baixo, Mariana. Novembro de 2020.

Igreja histórica de Gesteira, Bento Rodrigues. Novembro de 2020

Mariana, 6 anos de um crime impune: “A justiça tem atuado como jagunço das mineradoras”

Seis anos após o maior crime ambiental da história do Brasil, está em discussão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um novo acordo para guiar os rumos de uma reparação que nunca existiu. Em 2015, o rompimento da Barragem de Fundão, das mineradoras Vale/Samarco/BHP Billiton,  matou 19 pessoas, destruiu comunidades e contaminou uma longa extensão da Bacia do Rio Doce.

O Ministério Público Federal (MPF), estima uma população de cerca  de 1,4 milhão de pessoas impactadas em 34 municípios de Minas...

Ailton Krenak: “A mineração não tem dignidade, se pudesse continuaria escravizando”

Indígena nascido à beira do rio Doce, o ativista e escritor Ailton Krenak acredita que a lama não contaminou apenas o Watu, o rio que assume a condição de “entidade”, de “avô” para os Krenak. Foi também a destruição de uma enorme rede de vida.No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), espalhou cerca de 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração em toda a bacia do rio Doce. Além das 19 vítimas e dos 860 hectares de Mata Atlântica destruídos, a la...

Vítimas da Samarco: os esquecidos de Barra Longa e a reparação que nunca existiu

Próximo à entrada de Barra Longa, município de cinco mil habitantes em Minas Gerais, o bairro da Volta da Capela convive há cinco anos, desde que a cidade foi tomada pela lama do rompimento da Barragem do Fundão da Samarco, a cerca de 60 quilômetros dali, em Mariana, com metais pesados e casas com rachaduras nas paredes. Muitos moradores sobrevivem à base de remédios para controlar o adoecimento mental.Leia mais: Crime de Mariana: Brasil de Fato faz mutirão de notícias contra "falsa reparação"
B...

Samarco retoma atividades em Mariana sem dar conta do legado de destruição

O rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015, reforçou a dependência a um modelo de mineração, que causa crimes e empobrecimento. Hoje, cinco anos após o crime da Samarco/Vale/BHP, não há espaço para outras atividades econômicas no município.
Veja também: Reféns da Samarco, famílias lutam para reconstruir comunidades destruídas pela lama
Essa é a análise de especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato ao avaliar a atual realidade econômica da cidade, que só iniciou uma r...

Reféns da Samarco, famílias lutam para reconstruir comunidades destruídas pela lama

Cinco anos após o crime da Samarco em Mariana (MG), as famílias dos distritos de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira – as três comunidades mais devastadas pela lama da Barragem do Fundão – ainda não têm uma casa própria. “Já morreu gente que não vai ver a casa lá. E muitos vão acabar morrendo sem ver", lamenta o agricultor Antônio Geraldo de Oliveira, ao caminhar entre as cadeiras soterradas e os livros infantis da antiga escola de Paracatu de Baixo, a 35 km do centro da cidade. Ele vi...

Brumadinho

Cobertura do rompimento da barragem da Vale no Córrego do Feijão, em 25 de janeiro de 2019, que deixou 272 mortos e um rastro de destruição em todo o vale do Rio Paraopeba

Brumadinho: a saúde dos atingidos (2019)

Dados do Estado de Minas indicam níveis elevados de ferro dissolvido e manganês no Rio Paraopeba. Em 9 meses, nenhum relatório toxicológico foi apresentado nos 48 municípios atingidos.  Segundo levantamento realizado pela fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de um milhão e 300 mil pessoas que vivem às margens do rio paraopeba podem estar contaminadas com metais pesados.

Os Pataxó e a morte do rio (2019)

Oito meses após o crime da mineradora Vale, a aldeia Naô Xohã teve seu modo de vida destruído pela morte do rio Paraopeba. A comunidade com cerca de 200 indígenas das etnias pataxó e pataxó Hã Hã Hãe reivindica, desde o fim de agosto, junto ao Ministério Público Federal (MPF), a realocação para outro território.

Pires: vida e obra (2019)

O Bairro Pires é a comunidade mais próxima do ponto onde a lama da Vale encontrou o rio Paraopeba. Seis meses após o crime cometido pela Vale em Brumadinho, as famílias do Bairro Pires convivem com barulho incessante de maquinário da Vale e com a indefinição sobre destino dos sedimentos vazados da barragem.

Um ano do crime da Vale

Um ano após o maior crime socioambiental da história do país matar 259 pessoas e deixar 11 desaparecidos, em Brumadinho, a Vale cortou pela metade o auxílio emergencial de pelo menos 93 mil pessoas que vivem ao longo dos 48 municípios impactados pela tragédia na bacia do rio Paraopeba.

Comunidade do Pires, Brumadinho. Julho de 2019

Parque da Cachoeira, Brumadinho. Julho de 2019

Córrego do Feijão, Brumadinho. Julho de 2019

A buzina irrompe na cidade do grito sufocado. É o ruído do trem da Vale que corta Brumadinho (MG). Sinal de que o minério não para, corre os trilhos em direção ao estrangeiro. Esse trem, contrariando toda uma região destruída pela mineração, não guardou luto durante os últimos seis meses. Ao contrário, o que se vê, se sente e se respira na cidade só atesta o lamento da mãe Andreza, que perdeu o filho: “O zelo pela vida não faz parte da mineração. Onde tem a mineração só sobrevive ela mesma”.

Vale quer pagar apenas 0,6% do lucro de 2023 para renovar concessão de ferrovias

Em 2023, o lucro líquido da Vale somou US$ 39,94 bilhões, o que representa 0,6% do que a mineradora pagou à União pela renovação da concessão de suas duas principais ferrovias: a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM). As concessões foram renovadas por 30 anos durante a gestão de Jair Bolsonaro. Segundo o governo federal, a mineradora pagou um irrisório pelo direito de uso das ferrovias. Para renovar a concessão, a Vale descontou investimentos feitos e não amort...

Famílias vivem sob risco de rompimento de barragem da Vale em Ouro Preto (MG)

A 15 km da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), a população de Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, vive com medo e ansiedade pelo risco de rompimento da Barragem Doutor, que pertence a Vale. Lucilene Santos Matias mora na Rua Projetada 10, a nove metros do local onde a mineradora afirma que chegará o rejeito. A moradora chegou a ser cadastrada pela Defesa Civil, mas até agora não foi removida.
Veja também: Vítimas da Samarco: os esquecidos de Barra Longa e a reparação que nunca existiu
"A V...

Brumadinho: águas do Rio Paraopeba provocam morte e deformidades em peixes

A falta de informação sobre a qualidade da água é uma realidade crônica para ribeirinhos que vivem às margens do Rio Paraopeba, em Minas Gerais. Para eles, a dimensão do crime da Vale, que matou 272 pessoas em Brumadinho, é perversa e silenciosa. Desde o rompimento da barragem I da Mina Córrego do Feijão, em 25 de janeiro de 2019, foram realizadas pela Vale 4,5 milhões de análises de água, solo e sedimento em 90 pontos de monitoramento. Mas os resultados, segundo denúncia dos atingidos, não são...

Com a morte do rio paraopeba, em Brumadinho, indígenas pedem realocação de território. Por Pedro Stropasolas

O Termo de Ajuste Preliminar Extrajudicial Pataxó garante pagamento de um benefício mensal no valor de um salário mínimo e a distribuição de cestas básicas, além de assegurar direitos como o acesso à saúde e água potável.

Inicialmente, o acordo contemplava 46 núcleos familiares, com 153 pessoas. Mas, por solicitação do MPF a pedido da comunidade, a Vale reconheceu mais 15 famílias neste mês de setembro. Segundo o procurador da República Edmundo Antônio Dias, esses nomes foram incluídos “depois...

Crime ambiental em Maceió

Cobertura do afundamento do solo de bairros da capital alagoana por conta da exploração de salgema  pela mineradora Braskem

Bairro do Bebedouro, Maceió. Dezembro de 2023.

Bairro dos Flexais, Maceió. Dezembro de 2023

Bairro do Bom Parto, Maceió. Dezembro de 2023

Como a Braskem virou dona dos bairros que ela afundou em Maceió?

Famílias afetadas pelo crime da Braskem, em Maceió, criticam acordo assinado em 2019 entre a petroquímica e prefeitura da cidade. Os moradores falam que o valor da indenização oferecido é baixo e que a empresa agora se sente dona dos imóveis evacuados. O repórter Pedro Stropasolas esteve na capital alagoana e conversou com pessoas atingidas.

Famílias de bairros vizinhos à mina da Braskem imploram por realocação

O maior crime ambiental em solo urbano em curso no Brasil atinge 20% do território de Maceió. O iminente colapso em 1 das 35 minas de exploração de sal-gema pela Braskem colocou novamente Maceió em alerta. O solo já afundou 1,99m desde 29 de novembro, segundo a Defesa Civil do Município. Famílias de bairros vizinhos à mina, como os Flexais e o Bom Parto, ainda não foram realocadas e lutam por indenizações justas.

Braskem acelera obra considerada ilegal por moradores de bairro isolado em Maceió

Na comunidade dos Flexais, em Maceió, moradores atingidos pela Braskem denunciam os impactos provocados pelas obras de revitalização levadas a cabo por uma terceirizada da mineradora, após um acordo firmado com o Ministério Público Federal, Estadual e a DPU.

Bom parto: famílias adoecem em bairro esquecido pela CPI da Braskem

Em Maceió, famílias do bairro Bom Parto, vizinho à mina da Braskem que esteve à beira do colapso em dezembro de 2023, ainda aguardam para serem realocadas e indenizadas pela Braskem. A inclusão dessas famílias em área apta para realocação e indenização foi suspensa pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em 22 de janeiro de 2024, a pedido da mineradora.

Caso Braskem: um crime silenciado que não consegue esconder as rachaduras

Maceió ainda chora e adoece mesmo após uma CPI que, na teoria, garantiu pontos importantes no caminho de uma reconstrução justa e digna para as 60 mil pessoas diretamente impactadas pelo crime da Braskem.A CPI representou um marco por alguns fatores. Primeiro, pela admissão de culpa pelo afundamento do solo por parte de um diretor da petroquímica, o que ocorreu pela primeira vez desde o início dos tremores na cidade, em 2018.
Depois, por atestar oficialmente que o nome para o que ocorre em Macei...

Braskem contraria CPI e acelera obra considerada ilegal por moradores de bairro isolado em Maceió

Há 20 anos vivendo nos Flexais, a família de Maria e Josefa deseja ser realocada após o crime da Braskem em Maceió. Segundo a estimativa do Ministério Público Federal, das cerca de 2,7 mil famílias, somente 20% desejam permanecer no bairro."Realocado com nossas indenizações justas. Porque aqui não tem mais como viver. Eles fizeram da gente animais. Nem os animais. Porque os cachorros daqui foram tirados, os gatos também. Tudo foi tirado. Agora fica nós aqui nesse deserto", desabafa Josefa Nunes....

Braskem trava realocação e famílias adoecem em bairro esquecido pela CPI em Maceió: ‘Ninguém quer ficar aqui’

"Ninguém  aqui  quer  ficar  aqui. Por  que  eu  tenho  que  ficar  aqui?" A pergunta de Arnaldo dos Santos sintetiza a angústia dos moradores do Bom Parto, um dos bairros afetados pelo crime da Braskem em Maceió. O enfermeiro vive no Beco do Sargento, a cerca de 1800 metros da mina que esteve à beira do colapso em dezembro de 2023, a de número 18 das 35 exploradas pela mineradora em Maceió. No local, as famílias residem exatamente na linha divisória entre o que a Defesa Civil considera ou não c...

Famílias de bairros vizinhos à mina da Braskem imploram por realocação: ‘não estamos vivendo, estamos vegetando’

O maior crime ambiental em solo urbano em curso no Brasil atinge 20% do território de Maceió (AL). O iminente colapso da mina número 18, uma das 35 minas de exploração de sal-gema pela Braskem colocou novamente o município em alerta. O solo já afundou 2,02m desde 29 de novembro, segundo a Defesa Civil do município. Na última semana, por decisão judicial, 23 imóveis foram incluídos no mapa de risco da Defesa Civil de Maceió. O mapa, no entanto, ainda não abarca todas as famílias atingidas. Até o...

Pedreira fiscalizada no município de Murici (AL). Abril de 2023

Trabalho Escravo

Cobertura de violações trabalhistas em cadeias produtivas brasileiras entre 2019 e 2026, para o Brasil de Fato

Pedreira fiscalizada no município de Murici (AL). Abril de 2023

Pedreira fiscalizada no município de Murici (AL). Abril de 2023

Pedreira fiscalizada no município de Murici (AL). Abril de 2023

Pedreiras em Alagoas

O repórter Pedro Stropasolas acompanhou uma operação de fiscalização do Ministério do Trabalho em uma pedreira no município de Murici, em Alagoas. Foram encontrados 44 trabalhadores em condição análoga à escravidão. Eles tinham condições precárias de moradia, trabalhavam sem equipamento de proteção individual e usavam bombas caseiras para detonar rochas. (Brasil de Fato, 12 de abril de 2023)

Fornecedora de ovos para vacinas do Butantan teve 23 resgatados de trabalho análogo à escravidão

A Pluma Agroavícola, maior produtora de ovos férteis e pintos de corte da América Latina, foi alvo de uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que resgatou 23 trabalhadores em condições análogas à escravidão. Os prestadores de serviço foram resgatados em 19 de agosto de 2024, nas granjas São Francisco e Santa Rita, localizadas na área rural do Paranoá, no Distrito Federal. A abordagem envolveu equipes da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), Ministério Público do...

Transportadora ligada ao Grupo Zema é autuada por trabalho análogo à escravidão - ICL Notícias

Pedro Stropasolas — Brasil de Fato
Em Araxá (MG), 22 trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão prestando serviço no Centro de Distribuição e Apoio do Grupo Zema, pertencente à família do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em ação fiscal realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 4 de fevereiro deste ano. A ação contou com a participação de seis auditores fiscais do trabalho, dois procuradores do Ministério Público do Trabalho e seis policiais rod...

Maior construtora do Nordeste, Moura Dubeux tem nome envolvido em operação contra trabalho escravo na construção de condomínios de luxo em Pernambuco

Das 73 pessoas encontradas em condições análogas à escravidão na construção de condomínios de luxo no litoral sul de Pernambuco, em agosto de 2024, 16 prestavam serviço para a gigante imobiliária Moura Dubeux, aponta documento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) obtido pelo Brasil de Fato, via Lei de Acesso à Informação (LAI).De acordo com o documento, o resgate dos trabalhadores no empreendimento da Moura Dubeux Engenharia S/A ocorreu no dia 20 de agosto de 2024 na cidade de Ipojuca (PE),...

Auditores fiscais e entidades denunciam irregularidades e omissão de dados por parte do Ministério do Trabalho e Emprego

A divulgação dos dados do trabalho escravo nesta terça-feira (28), Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, esconde denúncias de falta de transparência e censura por parte do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) contra Auditores Fiscais do Trabalho.De acordo com organizações da sociedade civil e com os próprios trabalhadores, ouvidos pelo Brasil de Fato em condição de anonimato, uma portaria divulgada pelo ministério em julho de 2024 vem impedindo eles de darem entrevistas à imprensa e de...

Exclusivo: 44 pessoas resgatadas de pedreira usavam bombas caseiras sem proteção em Alagoas

A detonação é a primeira das etapas para a produção do paralelepípedo. Wesley* conta que ela proporciona o descolamento dos blocos de granito do solo, facilitando o corte das pedras. A preparação é caseira: é necessário apenas fios, uma bateria, e a mistura de clorato de potássio com açúcar.  “Tem alguns que já perderam a mão, outros parte da mão, e alguns perderam a  visão. Por motivo de explosão. Tem que se afastar bastante para ficar longe do risco”, revela o trabalhador.
Entre os dias 3 e 5...

Por que a cadeia produtiva da cana-de-açúcar é a que mais escraviza pessoas no Brasil?

O Brasil encontrou 2.575 pessoas em situação análoga à de escravo em 2022, maior número desde 2013, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego. E a atividade com maior número de trabalhadores resgatados foi um dos motores da economia nacional no Brasil Colônia, séculos atrás, o cultivo da cana-de-açúcar.

Para especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato, a cadeia produtiva sucroalcooleira é uma atividade historicamente precarizada no Brasil, desde o período colonial (1500 a 1815), mas há fat...

Fazenda que fornece cana para açúcar Caravelas é flagrada com mão de obra escrava em SP

Os 32 trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão em um canavial da zona rural de Pirangi (SP), no fim de janeiro, prestavam serviço para a Colombo Agroindústria S/A, que produz o açúcar refinado Caravelas.Segundo as inspeções realizadas pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel, da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), os trabalhadores foram aliciados no estado de Minas Gerais, na região do triângulo mineiro, por representantes de uma empresa que presta serviço de capina...

Número de pessoas resgatadas do trabalho escravo doméstico cresce mais de 13 vezes em 5 anos

No Brasil, o número de pessoas resgatadas do trabalho escravo doméstico aumentou 1.350% em cinco anos.  É o que apontam as informações divulgadas nesta quinta (27) pelo Ministério do Trabalho e Previdência.  Segundo dados da Divisão para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), em 2017 e 2018, foram dois resgates de escravizados no setor doméstico. Em 2019, o número saltou para quatro. Em 2020, diminuiu para três. E no ano passado, o segundo da pandemia, os resgates chegaram a 27 trabalhadoras....

Especiais

Morte de senegalês após ação da PM em SP completa um mês com investigação lenta e falta de acesso a câmeras corporais

Um mês após a morte do senegalês Serigne Mourtalla Mbaye, conhecido como Talla, que caiu do 6º andar após ação policial no prédio em que morava na Rua Guaianases, centro de São Paulo, as Câmeras Operacionais Portáteis (COPs) usadas pelos agentes no dia do ocorrido ainda não foram disponibilizadas à Justiça.Pedidas por familiares e amigos, as filmagens da invasão ao apartamento em que Talla estava por policiais militares poderiam alterar a tipificação de  "morte acidental" e "receptação", como de...

Vale se beneficiou de violações contra povo indígena Gavião pela ditadura para construção da Estrada de Ferro Carajás

No dia 28 de fevereiro de 1985, o trem da Companhia Vale do Rio Doce passou pela primeira vez dentro da Reserva Indígena Mãe Maria, no sudeste paraense. Dos 892 quilômetros de extensão da Estrada de Ferro Carajás, 17 estão dentro do território dos três subgrupos do povo Gavião: Kyikatejê, Akrãtikatêjê e Parkatêjê.Cortando terras indígenas e quilombolas, além de vinte e duas unidades de conservação, a ferrovia foi construída no início dos anos 1980 dentro do projeto Grande Carajás, lançado no gov...

Ditadura e o povo Krenak: ‘A Vale, em conluio com o Estado brasileiro, fez a remoção do nosso povo’

Durante a ditadura militar, os vagões da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) foram usados para carregar o povo Krenak para longe de seu território ancestral, em Minas Gerais. O interventor militar no estado, Rondon Pacheco, autorizou a entrega das terras em que viviam os Krenak para mais de 50 fazendeiros.Para viabilizar a entrega, os indígenas foram retirados à força do local. Sua saída em massa só foi possível com a ajuda do trem da antiga Companhia Vale do Rio Doce.
“Meu avô, a minha tia avó, m...

Macali, Brilhante e Natalino: a retomada da luta pela terra durante a ditadura que deu origem ao MST

As sementes daquele que mais tarde viria a se chamar Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram plantadas por famílias camponesas que decidiram lutar por terra em plena ditadura militar. A partir de 1979, um conjunto de ocupações de fazendas improdutivas em diferentes estados deu corpo ao movimento, fundado oficialmente em 22 de janeiro de 1984. Duas primeiras áreas ocupadas nesse período de efervescência e mobilização, as granjas Macali e Brilhante, no Rio Grande do Sul, tornaram-...

Governo Bolsonaro entrega ilha em PE para mineradora do “maior infrator ambiental do Brasil”

Ilha de Cocaia, município de Cabo de Santo Agostinho, 35 km de Recife (PE). Um paradisíaco pedaço de terra e mangue que sobrevive dentro de uma das principais zonas portuárias do Nordeste. Por enquanto.Uma das últimas ações da gestão de Tarcísio de Freitas à frente do Ministério da Infraestrutura foi autorizar a construção de uma ferrovia de 717 km ligando Curral Novo, no Piauí ao Porto de Suape, no sul de Pernambuco

O projeto da mineradora Bemisa inclui a construção de um Terminal de Uso Priva...

Famílias, barracas e recém-desempregados: cresce novo perfil em situação de rua na pandemia

Glaucielle Martine e Almir Marques vivem desde setembro de 2021 dentro de uma barraca, no marco zero da cidade de São Paulo. O aluguel de R$ 500 que pagavam por um quarto no Parque Dom Pedro ficou inviável depois que o preço do combustível disparou, e as corridas que Almir fazia, como motorista de aplicativo, estavam deixando o bolso mais vazio do que cheio. Segundo levantamento de dezembro de 2021 feito pela prefeitura de São Paulo, a população de rua da capital paulista chegou a 31.884 pessoas...

Brasil com fome: pandemia e desmonte do Estado agravam drama dos trabalhadores

“Ou pago o aluguel, ou faço alguma coisa em relação à alimentação das crianças. Eu vou na feira, cato, peço, porque não tem como.”O relato de Jaqueline Lima Félix, de 22 anos, sintetiza o desespero de milhões de famílias em meio à pandemia de covid-19.
Desempregada desde 2019 e com dois filhos para sustentar, Jaqueline recebe um auxílio emergencial de R$ 375.
A casa onde ela vive com os filhos tem um cômodo único – o banheiro fica do lado de fora. Assim que paga o aluguel, sobram apenas R$ 125,...

Como a luta do povo Xokleng chegou ao STF e vai decidir o futuro das terras indígenas

Indígenas de todo o país estão mobilizados há quase dois anos para uma votação do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode ser decisiva para o reconhecimento dos territórios indígenas. Em jogo, está a suspensão ou não do parecer 001/2017 da Advocacia Geral da União (AGU), que estabeleceu um "marco temporal" para permitir novas demarcações de terras indígenas (TI). A decisão já foi adiada duas vezes, nos dias 10 de agosto e 22 de outubro deste ano, e o presidente do Supremo, Luiz Fux, ainda não co...

“Cadê os cinco que eu comprei?”: pandemia acentua retomada da escravidão no país

No primeiro semestre de 2020, 231 pessoas foram resgatadas no Brasil em situação análoga à escravidão, em 45 ações coordenadas pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério da Economia, que incorporou as atribuições do extinto Ministério do Trabalho. O número corresponde a aproximadamente 20% do total de 1.133 trabalhadores resgatados em 2019, segundo dados do Painel de Informações e Estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil, do Portal da Inspeção do Trabalho.
Especialista...

África

Série de reportagens e fotos publicadas durante a correspondência na região africana do Sahel, entre 2024 e 20025, para o Brasil de Fato

Mercado Central de Uagadugu, Burkina Faso, julho de 2025

Koubri, Burkina Faso. Julho de 2025

Revolução que não dorme

Em Burkina Faso, milhares de pessoas têm ocupado as noites para proteger o presidente Ibrahim Traoré de novas tentativas de golpe. Eles se organizam em vigílias que tomam rotatórias por todo o país e afirmam defender um projeto político que remete à revolução de Thomas Sankara. O Brasil de Fato foi até Uagadugu para acompanhar essa mobilização popular que mistura solidariedade e confiança na revolução em curso

Festa nas ruas do Sahel

A saída oficial de Níger, Burkina Faso e Mali da Cedeao, o principal bloco econômico da África Ocidental, foi um marco histórico na mudança política na região do Sahel nos últimos anos. Apoiados por revoltas populares, os três países expulsaram as forças militares francesas. O anúncio da retirada da organização foi celebrado nas ruas pela população das três nações.

Mulheres contra o terrorismo

O papel das mulheres tem sido fundamental para reconstruir o Níger após o golpe de estado de 26 de julho de 2023, que pôs fim à presença militar francesa no país. Nossa reportagem esteve no Níger e conversou com lideranças femininas para entender como tem sido a luta contra grupos fundamentalistas islâmicos e por que as mulheres são as mais afetadas.

Divindade Egungun e a diáspora

No Benin, o culto aos Egoun-Goun, uma das expressões mais antigas da religiosidade iorubá, permanece como referência espiritual e comunitária. Em Sakété, cidade considerada um dos principais centros dessa tradição, a família Iloko Arelu se prepara para mais um festival que marca a aparição da divindade. A reportagem do Brasil de Fato visitou a família e conta os laços que essa tradição iorubá estabelece com a diáspora afro-brasileira, especialmente na Bahia.

A comunidade brasileira no Benin

Ao longo do século 19, um grande número de africanos escravizados que haviam conquistado a liberdade no Brasil decidiu realizar o caminho de volta e se estabelecer novamente na costa oeste do continente africano. Nesse retorno, levaram consigo práticas culinárias como o cozido e a feijoada, além da língua portuguesa e outras marcas culturais que, até hoje, podem ser encontradas em países como Gana, Togo, Benim e Nigéria

Comunidade de ex-escravizados que voltaram do Brasil a Gana celebra ligação com Revolta dos Malês

Em frente ao porto onde seus antepassados desembarcaram, Roland Boye reflete sobre a origem de seu povo. Ele pertence à sexta geração entre os tabons, descendentes de ex-escravizados libertos em solo brasileiro que retornaram a Gana, na costa oeste africana, em um fluxo intensificado após a Revolta dos Malês, em 1835, na Bahia.“Temos orgulho da nossa história. É triste que tenham levado nossos tataravós como escravos, mas, no fim, eles voltaram vitoriosos, com muitas habilidades e conhecimentos...

Blandine Sankara: ‘A agroecologia é uma forma de resistência e descolonização’

Em Burkina Faso, a agroecologia floresce como um ato de resistência. Num país em que mais de 80% da população ativa vive da agricultura, movimentos camponeses e organizações sociais têm defendido a produção de alimentos saudáveis e a autossuficiência alimentar como caminho de libertação frente às chagas deixadas pelo neocolonialismo francês.À frente desse esforço está a Associação Yelemani, fundada em 2009 por Blandine Sankara, irmã do líder revolucionário e ex-presidente do país Thomas Sankara...

Único sobrevivente de massacre conta traição que matou Thomas Sankara: ‘Ele confiava plenamente em Blaise’

O 15 de outubro de 1987 ficou gravado como uma ferida aberta na história de Burkina Faso. Halouné Traoré, único sobrevivente do massacre na sede do Conselho Nacional Revolucionário, em Uagadugu, onde Thomas Sankara e outros 12 colegas foram fuzilados, relembra aquele dia como” um choque de grandes proporções” nas bases da revolução, iniciada quatro anos antes.Traoré, antigo companheiro do ex-presidente de Burkina Faso (1983-1987), explica como foi sobreviver ao golpe de 1987, que pôs fim à vida...

Trabalhadores trancados em maior centro de processamento de algodão do Benin denunciam ‘falsa industrialização’

Trabalhadores trancados para dentro da fábrica, sendo obrigados a fazerem horas extras para terem o direito de sair do local. Essa realidade chocante não diz respeito a uma pequena fábrica, mas sim ao maior centro de processamento de algodão do Benin, país da África do Oeste. Criada em 2020, a Zona Industrial Glo-Djigbe, popular GDIZ, é um vasto distrito industrial a 45 quilômetros de Cotonou, a capital econômica do país.  O parque é fruto de uma parceria entre o governo do Benin e a Arise IIP,...

O povo constrói a revolução no Sahel: ‘Estamos vencendo a guerra’

Andar à noite em Uagadugu, a capital de Burkina Faso, é cruzar com rotatórias preenchidas pelo povo, os chamados rond points. Maioria homens e jovens, os cidadãos chegam todos os dias às 17h e permanecem até as 5h da manhã do dia seguinte. Compartilham alimentos, o chá, e recebem doações de quem passa em solidariedade. Em todas as 45 províncias do país, estão atentos a qualquer movimento estranho, barulho, briga, ameaças, os carros que passam. Tudo para proteger o novo presidente, a quem conside...

A revolução de Ibrahim Traoré: o que está acontecendo em Burkina Faso?

Nos últimos anos, levantes militares com apoio popular em três países da região africana do Sahel , Burkina Faso, Níger e Mali, iniciaram um processo de ruptura com o Ocidente e principalmente com a antiga colonizadora da região, a França.A transformação radical nesta região tem na figura do presidente de Burkina Faso,  Ibrahim Traoré, um jovem capitão de apenas 37 anos, o principal símbolo desse processo revolucionário. Ao reacender a confiança no pan-africanismo, o líder militar inspira joven...

Despejo de famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região de Campinas (SP). Abril de 2024

Cobertura de lutas

Manifestações, greves, ocupações e revoltas populares de movimentos sociais e de trabalhadores(as) no Brasil e no mundo entre 2019 e 2026

O Breque dos Apps foi um movimento grevista histórico no Brasil, iniciado em 1º de julho de 2020 na Avenida Paulista, em São Paulo

Famílias comemoram a suspensão provisória do despejo em um terreno na Avenida do Estado, no bairro do Ipiranga, Zona Sul de São Paulo. Fevereiro de 2021

Mulheres do MST em protesto na sede da vinícola Salton em SP; empresa está implicada em caso de trabalho escravo no RS. Março de 2023

Protesto pediu justiça por Ngagne Mbaye, imigrante senegales morto pela PM no centro da capital paulista. Abril de 2025

Manifestantes tocam fogo em unidade do Carrefour em São Paulo em reação ao assassinato de João Alberto Freitas em Porto Alegre. Novembro de 2020

English

A series of articles published 
in English in national and international 
media outlets between 2019 and 2026

What's happening in Niger: inside the struggle for independence in the African country

"Homeland or death, we will win." This imposing sign stands in the Place de la Patrie, one of the cradles of the popular struggle against France in Niamey, the capital of Niger. Today, it serves as a meeting point where people gather, chat, and watch the movement on Boulevard Zarmaganda, home to the headquarters of the first popular committee supporting the Nigerien army.

Brasil de Fato film about MST cocoa premiered at a festival in Mexico and will be broadcast on TV

The documentary film Terra Vista, produced by Brasil de Fato in partnership with the University of California in Santa Barbara (UCS), premiered on Wednesday (25) at the eighth edition of the Hispanic American Meeting of Independent Documentary Film and Video: Contra el Silencio Todas las Voces. The event runs from September 20 to 28, 2024, in different Mexican cities.

Braskem hinders relocation of families affected by tragedy in Brazil, making residents get sick

“Nobody wants to stay here. Why do I have to?” Arnaldo dos Santos asks summarizing the angst residents in the Bom Pastor neighborhood feel. That’s one of the areas affected by Braskem’s crime in Maceió, the capital city of Alagoas.

Arnaldo, a nurse, lives in Beco do Sargento, part of the Bom Pastor neighborhood, about 1,8 km from mine Number 18, which was on the cusp of collapse in December last year, one of the 35 mines exploited by Braskem in Maceió. There, the families live exactly on the dividing line between what the Civil Defense considers or not a risky area subject to relocation due to ground sinking. The biggest environmental crime in an urban area in Brazil affects 20% of the Alagoas’ capital city.

South Africa goes to the polls: challenges and memory on the 30th anniversary of Mandela's election

On May 29, South Africa will hold the most unpredictable elections of the post-apartheid era. The African National Congress (ANC) party has won every election since 1994 and managed to retain a majority in parliament. However, unemployment and rising poverty, especially among young people, cast doubt on the party's continuity in power.



The polls take place in the year South Africa marks three decades of Freedom Day. April 27, 1994, was the date of the first democratic elections i...

Vale company benefited from violations against the Gavião Indigenous people during the dictatorship

On February 28, 1985, the Vale do Rio Doce train passed through the Mãe Maria Indigenous Reserve in southeastern Pará state for the first time. Of the 892 kilometers of the Carajás Railroad, 17 are within the territory of the three subgroups of the Gavião Indigenous people: Kyikatejê, Akrãtikatêjê and Parkatêjê.



Cutting through Indigenous and Quilombola lands, as well as twenty-two conservation units, the railroad was built in the early 1980s as part of the Grande Carajás project...

"We are replaceable for the system," says teacher on back-to-school related deaths

For the families of teachers killed by covid-19, all that’s left behind is longing. "It is too painful, because everything has the smell of the person. It is not only his physical body that has left, it is a part of his story", says Erismar Nunes de Oliveira emotionally. She is a teacher for the state of Amazonas’ public school system.

Her brother and fellow teacher, Erivonaldo de Oliveira, died at the height of the shortage of oxygen tanks that befell the state in January. The federal govern...

Lack of land demarcation hinders indigenous access to public policies, vaccine

“There is no health clinic in my village, because they say that the land has to be demarcated in order to have permanent buildings. So, how are we going to have a basic sanitation infrastructure? The families' income depends a lot on arts and crafts, amid in the pandemic, we can't even go out to sell them”.

The testimony of Neusa Mendonça, deputy chief of the Rio Pequeno Tekoha Djev’y indigenous community, located in the town of Paraty, in the state of Rio de Janeiro, reveals unequal treatment towards indigenous peoples by the Brazilian government according to the legal status of the territories they inhabit.

The drama of Brazilian mothers who lost their aid: "It destroyed people's lives"

In Grajaú, located in the southernmost part of the city of São Paulo, women from the Jardim Gaivotas Settlement are emblematic of the impoverishment and lack of job prospects faced by many, after the government’s emergency aid ended.

"It destroyed our lives. Today we have what to eat, tomorrow we don’t know. Today we eat lunch to have dinner. Or we don’t even eat to let the child eat. Because it’s very bad, your child asking for milk and you not having any to give "

Families struggle to rebuild communities 5 years after dam bursts

Five years after Samarco's crime in Mariana (MG), families in the districts of Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo and Gesteira - the three communities most impacted by the mud released by the ruptured Fundão Dam - still do not have somewhere to call home.



“People have already died who will not see their homes rebuilt. And many will end up dying without ever seeing that”, laments farmer Antônio Geraldo de Oliveira, while walking among the buried chairs and children's books at the...